Soneto

Desço o "s" da rua lentamente
assoviando pássaros no ar.
Meus passos não têm pressa. Devagar
sinto me refrescar o vento à mente.

Será pois isso que meu corpo sente
mentira? Quem pois tenta me enganar?
Os meus sentidos? Posso eu afirmar
que o que vejo existe realmente?

Ninguém em sã razão afirmaria
ser falso, uma ilusão, ou mentiroso
esse, da flor, perfume que se evola!

Concluo enfim a vil filosofia
andando tão sem pressa, vagaroso,
perco o ônibus que me leva à escola...


Poema escrito em algum dia do mês de setembro ou outubro de 2008.

2 comentários:

rYuri 15 de outubro de 2009 às 07:13  

Fantástico, lí os 4 posts e o blog todo é muito interessante. Seu jeito meio poético de escrever é raro e ainda mais raro alguém que se atreve a escrever um soneto original hoje em dia, parabéns, muito divertido e apreciativo a leitura de seus posts...

Eduardo Queiroz Peres 16 de outubro de 2009 às 14:03  

Muito obrigado! :D

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