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Poema de Jacques Prévert

Original:

Le Cancre

Il dit non avec la tête,
mais il dit oui avec le coeur.
Il dit oui à ce qu’il aime,
il dit non au professeur.
Il est debout.
On le questionne,
et tous les problèmes sont posés.
Soudain le fou rire le prend
et il efface tout:
les chiffres et les mots,
les dates et les noms,
les phrases et les pièges.
Et malgré les menaces du maître,
sous les huées des enfants prodiges,
avec des craies de toutes les couleurs,
sur le tableau noir du malheur
il dessine le visage du bonheur.

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(minha) Tradução:

O Mau Aluno

Ele diz não com a cabeça,
mas diz sim com o coração.
Ele diz sim a quem ele ama,
ele diz não ao professor.
Ele está de pé.
Questionam-lhe,
e todos os problemas são apresentados.
De repente o riso louco o toma
e ele apaga tudo:
os números e as palavras,
as datas e os nomes,
as frases e as armadilhas.
E malgrado as ameaças do mestre,
sob as vaias dos meninos prodígios,
com gizes de todas as cores,
sobre o quadro negro da desgraça
ele desenha um rosto de felicidade.

Soneto

Desço o "s" da rua lentamente
assoviando pássaros no ar.
Meus passos não têm pressa. Devagar
sinto me refrescar o vento à mente.

Será pois isso que meu corpo sente
mentira? Quem pois tenta me enganar?
Os meus sentidos? Posso eu afirmar
que o que vejo existe realmente?

Ninguém em sã razão afirmaria
ser falso, uma ilusão, ou mentiroso
esse, da flor, perfume que se evola!

Concluo enfim a vil filosofia
andando tão sem pressa, vagaroso,
perco o ônibus que me leva à escola...


Poema escrito em algum dia do mês de setembro ou outubro de 2008.